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12/26
2018

Dona Maria do Socorro Lucena, mulher guerreira, forte e determinada. Vinda da capital brasileira, Brasília, se mudou para o interior da Paraíba na cidade de Campina Grande para ganhar a vida. Sempre dedicada aos animais, ela foi cuidando de cada um que abandonavam na sua porta procurando um afeto. E a família cresceu: Hoje já somam mais de quinze cães e ainda dedica amor e tempo aos que passam na rua em busca de comida.

 Sozinha, tira o seu sustento do espetinho que põe na pista e divide o que ganha para alimentar, tratar e ver a felicidade no olhar de cada animal. Dona Maria conta com o apoio de alguns amigos e já conseguiu a castração de todos os cachorros que cria, objetivo este que diminui a quantidade de abandonos.

No mês de dezembro, as campanhas de conscientização aumentam. O “dezembro verde”, não sendo escolhido de forma aleatória, é o mês de maior índice de abandono devido às férias e a comunidade precisa ser alertada para esse sério problema, além de ser crime de maus-tratos. A população de cães e gatos tem aumentado descontroladamente, além de diminuir os casos de abandono, a castração diminui o risco de problemas de saúde, tumores de útero, ovários e mamas nas fêmeas (as vacinas anticoncepcionais causam estes problemas) e de próstata nos machos além de deixar o animal mais tranquilo e menos agressivo e vários.

A Associação Mundial de Veterinária (WVA) estima que existam mais de 200 milhões de cães abandonados no mundo, classificando como um problema de dimensão mundial. Em alguns estados brasileiros, a exemplo da grade metrópole São Paulo, 24 mil animais são abandonados por ano e apenas 1500 são adotados. Em média, 60 animais são sacrificados por dia. Isso mesmo. Por dia.

O grande desafio de Dona Maria do Socorro é plantar em cada amigo e cliente mensagens de conscientização. Entre conversas e brincadeiras ela conta: “olha, quando quiser me dar um presente, tu me doa um quilo de ração, um quilo de arroz...e muitos me dão”. A sua luta como protetora de animais é como nascer todo dia, nascer na fé, na alegria e na esperança do outro dia ser melhor.

A cada dia um desafio diferente surge para estas pessoas que dedicam suas vidas para cuidar de outras.  Vivendo “sozinha”, quando questionada sobre o final de ano e as festas costumeiras, ela relata que o seu aniversário é no dia trinta e um de dezembro e que as doações são presentes para ela, mas que não tinha a certeza se teria companhia além dos cães. Mas é com um sorriso de satisfação e alegria que segue se doando para dar amor, carinho, afeto, cuidado e dedicação aos filhos de quatro patas. 

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